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O que é o autismo?

Existe um termo mais adequado para falar da condição? É doença?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro, que pode impactar a interação social, a comunicação (verbal e não verbal) e está associada a padrões restritos e repetitivos de comportamento e interesses.

Não se trata de uma doença, mas de uma condição. A pessoa autista pode, como qualquer outra, apresentar ou não outras condições de saúde ao longo da vida.

Os critérios diagnósticos estão descritos no DSM-5-TR, que organiza o TEA dentro dos transtornos do neurodesenvolvimento.

Atualmente, tanto os termos “pessoa com autismo” quanto “pessoa autista” são utilizados, sendo importante considerar o respeito à forma como cada indivíduo e família preferem se referir à condição.

É comum que, ao receber o diagnóstico, as famílias passem por um processo de adaptação emocional. Esse momento exige acolhimento, informação de qualidade e suporte adequado, respeitando o tempo de cada família.

Como dar suporte aos pais em sala de aula para o desenvolvimento das crianças?

O autismo é classificado em três níveis de suporte:

  • nível 1: requer suporte
  • nível 2: requer suporte substancial
  • nível 3: requer suporte muito substancial

Mesmo dentro do mesmo nível, existe grande variabilidade entre os indivíduos. Por exemplo, duas crianças classificadas no nível 1 podem apresentar diferenças significativas na comunicação, no comportamento e na forma de interagir com o ambiente.

Algumas crianças podem apresentar ecolalia (repetição de falas), que nem sempre é sem função — muitas vezes ela pode ter um papel comunicativo e deve ser compreendida dentro do contexto.

Por isso, é fundamental que o aluno seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e médico (neurologista ou psiquiatra). Essa equipe contribui para a construção de um plano individualizado, considerando as necessidades específicas da criança.

Em alguns casos, pode ser indicado o acompanhamento por um profissional de apoio na escola, mas essa necessidade deve sempre ser avaliada de forma individualizada.

A escola também tem um papel essencial nesse processo, participando ativamente das estratégias definidas e contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e social do aluno. Sempre que necessário, deve ser elaborado um Plano Educacional Individualizado (PEI), com objetivos adaptados à realidade da criança.

Os alunos com autismo podem frequentar e ter acesso à mesma grade curricular dos outros alunos?

Sim. O acesso à educação é um direito garantido.

No entanto, dependendo das necessidades de cada aluno, podem ser necessárias adaptações no currículo, na forma de ensino e na avaliação, para que o processo de aprendizagem seja mais significativo e possível.

O foco não deve ser apenas acompanhar o conteúdo, mas promover desenvolvimento, participação e aprendizagem dentro das possibilidades de cada criança.

As escolas não podem limitar o acesso de crianças autistas ou com qualquer outra deficiência. Esse é um direito garantido por lei.

No entanto, ainda é comum que algumas famílias, por falta de informação, acabem se sujeitando a recusas ou dificuldades impostas por instituições que não estão totalmente preparadas para atender às necessidades desses alunos.

Em muitos casos, as escolas ainda enfrentam desafios para compreender e implementar os recursos necessários, como o suporte de um profissional de apoio quando indicado.

Por isso, é fundamental que haja informação, diálogo e orientação adequada, para que os direitos da criança sejam respeitados e o suporte necessário seja garantido dentro do ambiente escolar.